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Alimento diário


Semana 6 - Friday


SÉRIE: A Ideia Central das Epístolas de Paulo
MENSAGEM: 22: Perdoai-vos uns aos outros ? (Ef 4:32; Cl 3:13-14)
Leitura bíblica:
Mt 6:9-12, 14-15; 18:21-34; Mc 11:25-26; Lc 23:34
Ler com oração:

Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição (Cl 3:13-14).


UM AMBIENTE DE AMOR E DE PERDÃO

Ao servirmos juntos na igreja, é inevitável que entre nós haja inúmeras oportunidades de nos sentirmos ofendidos um com o outro. Quando isso ocorre com você, qual é sua reação? Será um espírito de vingança contra seu irmão? Ou será o tempo para pedir ao Pai para perdoar?
Na cruz, o Senhor Jesus tinha amplo direito de pedir ao Pai por vingança, que julgasse o mundo. Todavia Ele optou por clamar pelo perdão de Deus àqueles que O prenderam, julgaram e condenaram. O Senhor foi injustamente castigado e pregado na cruz como um malfeitor. Porém Jesus orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23:34). Que amor perdoador!
O Senhor sofreu injustamente, e nós, membros de Seu Corpo, enquanto O servimos com outros, também passaremos por situações injustas, mesmo por parte de irmãos. Mas é nesse ambiente coletivo, da vida da igreja, que teremos a oportunidade de manifestar o perdão. Se entre nós há um ambiente de amor, dele sairá a fragrância do perdão. Se, todavia, houver entre o povo de Deus um espírito não perdoador, isso impedirá a bênção do Senhor, não só sobre a própria pessoa, mas sobre toda a igreja. Por isso não podemos aceitar um ambiente de facções, cheio de críticas e mágoas não resolvidas.
Pedro era um discípulo do Senhor que questionou Jesus acerca do perdão. Um dia ele se aproximou de Jesus e disse: “Até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?” (Mt 18:21). Perdoar já era uma prática muito difícil para Pedro. No seu entendimento, perdoar sete vezes já seria o suficiente; mais do que isso parecia ilógico. Ao que o Senhor respondeu: “Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (v. 22).
Na parábola seguinte, conta-se a história do credor incompassivo. Um rei resolveu ajustar as contas com os seus servos e, passando a fazê-lo, trouxeram-lhe um que devia dez mil talentos, mas não tinha condição de pagar. Então o senhor ordenou que ele, sua mulher, seus filhos e tudo que ele possuísse fossem vendidos para pagar a dívida. O servo prostrou-se diante do senhor e implorou: “Tenha paciência comigo que eu lhe pagarei”. O senhor daquele servo teve compaixão dele e cancelou sua dívida, deixando-o ir. Saindo, aquele servo encontrou um de seus conservos que lhe devia cem denários, ou seja, um valor muito pequeno. O servo agarrou-o e espancou-o dizendo: “Pague-me!”. O conservo ajoelhou-se diante dele e disse: “Tenha paciência comigo que eu lhe pagarei.” Mas ele não quis, e mandou prender-lhe até que pagasse a dívida. Quando o senhor daquele servo ficou sabendo o que havia acontecido, chamou-o e disse: “Servo malvado, perdoei-te aquela dívida toda porque me suplicaste; não devias tu, igualmente, compadecer-te do teu conservo, como também eu me compadeci de ti?”. Irado, o seu senhor o entregou aos torturadores até que pagasse tudo o que devia (cf. Mt 18:23-35).
Dez mil talentos equivalem a trezentas e cinquenta toneladas. Se for de prata, correspondem a mais de 100 milhões de dólares. Se for de ouro, 8 bilhões de dólares. Mas o servo perdoado não considera o quanto lhe foi perdoado e trata sem misericórdia um colega seu que lhe devia uma quantia infinitamente menor, cerca de 3 mil reais ou o salário de três meses e pouco. O Senhor Jesus quis mostrar que a dívida do credor do rei era impagável, tal qual a nossa dívida para com Deus. Se tomarmos conta do quanto foi-nos perdoado por Deus, veremos que somos como aquele que devia ao rei os dez mil talentos. Nosso Senhor Jesus, em Sua grande misericórdia, pede ao Pai que nos perdoe. Somos perdoados de muito, e assim devemos perdoar também aqueles que nos ofendem. Podemos ver esse princípio na oração que o Senhor ensinou: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje, e perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (Mt 6:9-12). Nessa oração, o Senhor nos ensina que precisamos primeiramente buscar as coisas do reino de Deus, e, posteriormente, clamar por nossas necessidades diárias. Cabe ressaltar, no entanto, que a condição para o Senhor nos perdoar é que perdoemos uns aos outros também, pois Ele conclui após ensinar a oração: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas (vs. 14-15).
 


Ponto-chave:

Perdoar é possível e necessário.

Pergunta:

Que acontece quando não perdoamos?

 

Leitura de apoio:

“A igreja desejável” – caps. 9, 11, 13 – Dong Yu Lan.
“Andar segundo a vontade de Deus” – cap. 1 – Dong Yu Lan.
“Venha o Teu reino” – cap. 30 – Dong Yu Lan.