Alimento diário


Semana 1 - quarta-feira


SÉRIE: SALVOS PELA SUA VIDA
MENSAGEM: O contexto: O que motivou Paulo a escrever a carta aos romanos – (Rm 15:22-29; 9:1-5; 11:14; 1 Co 9:22)
Leitura bíblica:
At 11:27-28; 18:1-2; Rm 10:1-2; 15:30-31; 1 Co 16:1-4
Ler com oração:

Eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos (2 Co 8:3-4).


O CONTEXTO: 2) SALVAR OS JUDEUS POR MEIO DO EVANGELHO

O segundo motivo pelo qual o apóstolo Paulo escreveu a carta aos romanos era seu forte encargo de pregar para seus compatriotas judeus em Jerusalém (Rm 10:1-2). Assim, ele explicou que antes ir a Roma ou Espanha, ele tinha o desejo de ir a Jerusalém.
Como Jerusalém não pertence ao mundo gentio, estava fora da esfera de ação da pregação do evangelho sob a responsabilidade de Paulo. Portanto isso dificultava a concretização de seu encargo de descer para anunciar a Jesus aos seus compatriotas (Rm 15:18). Mas uma situação se levantou e uma porta se abriu. Um período de fome sobreveio à região na época do imperador Cláudio, e muitos irmãos passavam por necessidades (At 11:27-28). Esse imperador romano era muito duro com os judeus. Ele chegou a expulsá-los de Roma (At 18:1-2). Em decorrência dessas necessidades dos irmãos, o apóstolo Paulo começou a coletar ofertas nas igrejas gentias que ele cuidava: “Porque aprouve à Macedônia e à Acaia levantar uma coleta em benefício dos pobres dentre os santos que vivem em Jerusalém” (Rm 15:26).
O que ardia em seu coração era levantar uma boa quantia de ofertas para a Judeia, onde ficava a cidade de Jerusalém. Então ele passou uma clara direção e determinação para a igreja em Corinto: pôr de parte as ofertas, conforme a prosperidade dos irmãos, para que não se fizesse a coleta somente quando ele chegasse (1 Co 16:1-3). Descer para a região da Judeia não era seguro, pois muitos ali perseguiam Paulo. Ainda assim, ele decidiu descer para lá, mesmo correndo perigo (Rm 15:30-31). Precisamos ter isto no coração: para a salvação de nossos conterrâneos, amigos e parentes, vale a pena pagar qualquer preço! Lembre-se disso. Nesses momentos, o Senhor lhe concederá força e ousadia para perseverar em sua caminhada de pregação do evangelho.
Na segunda carta aos coríntios, Paulo trata novamente do assunto das ofertas. Ele escreveu a primeira carta aos coríntios durante sua terceira viagem, enquanto estava em Éfeso. Quando chegou à Macedônia, em Filipos, Paulo escreveu a segunda carta aos coríntios. Nela, contou-lhes a experiência muito forte da igreja em Filipos no que diz respeito às ofertas. A igreja em Filipos não era composta de pessoas ricas, mas de irmãos muito pobres. Entretanto isso não lhes impediu de superabundar em suas ofertas: “Também, irmãos, vos fazemos conhecer a graça de Deus concedida às igrejas da Macedônia; porque, no meio de muita prova de tribulação, manifestaram abundância de alegria, e a profunda pobreza deles superabundou em grande riqueza da sua generosidade. Porque eles, testemunho eu, na medida de suas posses e mesmo acima delas, se mostraram voluntários, pedindo-nos, com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos” (2 Co 8:1-4).
Cremos que isso também tem acontecido em nosso meio. Ofertar é algo muito sério. Os irmãos da Macedônia não olharam para sua própria condição; eles eram muito pobres, mas mostraram sua extrema generosidade nas ofertas. Quando você for ofertar na igreja, nas conferências ou por alguma necessidade, não faça como de costume, puxando do bolso uma nota qualquer. Separe em casa, faça uma oração: “Senhor, em que posso ser útil? Faze abundar em mim esse coração de generosidade para a Tua obra; eu não quero ser mesquinho para com o Senhor e a Tua obra. Alarga meu coração e me faz viver por fé também nessa questão das ofertas”. Vamos seguir esse modelo daqui para frente. Que ofertar seja sempre uma oportunidade de manifestar a riqueza da nossa generosidade.