Alimento diário


Semana 6 - segunda-feira


SÉRIE: A fé do Evangelho
MENSAGEM: Filipenses [2]: Terna misericórdia de Cristo Jesus – (Fp 1:8; 2:1; Cl 3:12-13)
Leitura bíblica:
Nm 14:29-30; Hb 4:4-11
Ler com oração:

Desvendando-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu, como as da terra (Ef 1:9-10).


O DESEJO DO CORAÇÃO DE DEUS

Nesta semana veremos que Deus tem um desejo em Seu coração, que é o bom prazer da Sua vontade: o de fazer encabeçar em Cristo todas as coisas por meio da igreja, tanto as do céu como as da terra (Ef 1:9-10). O encabeçamento do Senhor produzirá a igreja perfeita – o novo homem com a personalidade de Cristo. Esse é o mistério da Sua vontade.
Para nos revestir desse novo homem, precisamos nos despojar do velho homem, retratado pela velha geração dos filhos de Israel, que foram libertados do cativeiro no Egito, mas que tombaram no deserto por causa de sua incredulidade, sendo impedidos de entrar na boa terra de Canaã. Isso é uma advertência para nós. Somos cheios de falhas, mas, por nos despojar do velho homem e nos revestir do novo homem, a vida de Deus em nós nos conduzirá a entrar na terra prometida, no descanso de Deus.
Em Hebreus 4, vemos que o povo de Israel ouviu as boas- novas do Senhor ao sair do Egito. Deus havia prometido a terra de Canaã a Abraão e a sua descendência. Todavia aquela geração que saiu do Egito, os de vinte anos para cima, não entrou na boa terra por causa do perverso coração de incredulidade (Hb 3:12). No Salmo 95, lemos: “Ele é o nosso Deus, e nós, povo do seu pasto e ovelhas de sua mão. Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração, como em Meribá, como no dia de Massá, no deserto, quando vossos pais me tentaram, pondo-me à prova, não obstante terem visto as minhas obras. Durante quarenta anos, estive desgostado com essa geração e disse: é povo de coração transviado, não conhece os meus caminhos. Por isso, jurei na minha ira: não entrarão no meu descanso” (Sl 95:7-11). Por causa da desobediência, aquela geração de israelitas não entrou no descanso de Deus (Hb 4:5-6). É por isso que se fala “a respeito de outro dia” (Hb 4:8). Esse outro dia é “hoje”. Davi declara: “Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o coração”. Não tenhamos um coração perverso de incredulidade diante do Senhor.
A velha geração do povo de Israel tombou no deserto e não entrou em Canaã por permanecer no velho homem. Tiveram um viver de murmuração, reclamação e de rebelião contra Moisés e Arão. Eles buscavam apenas obter benefício próprio. Daquela geração, somente Calebe e Josué entraram na boa terra (Nm 14:29-30). Eles perseveraram em seguir o Senhor e creram em Sua Palavra. Hoje, busquemos o crescimento espiritual para entrarmos no descanso de Deus. Quando descansamos Nele, não necessitamos de esforço natural, cessam as reclamações, reivindicações, direito próprio etc. Quando entramos no descanso de Deus, Ele faz Sua obra em nós e por nós. Nós descansamos e Deus também descansa de Suas obras (Hb 4:10-11). Mas, se não entrarmos no descanso de Deus, por nos comportarmos como meninos travessos, Deus terá de colocar as coisas de Sua casa em ordem.
Quem vive pela velha natureza não consegue descansar em Deus e tampouco discerne as coisas espirituais, pois não desfruta de Sua Palavra: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração” (Hb 4:12). Valorizemos a Palavra de Deus, entremos em Seu descanso e vivamos sob o encabeçamento de Cristo. Esse é o
desejo de Seu coração.
No Novo Testamento, temos como exemplo a igreja em Filipos, gerada por meio da Palavra e do Espírito. Paulo e Silas foram guiados pelo Espírito até a cidade de Filipos, onde, à beira do rio, Lídia foi batizada, bem como toda a sua casa. Até no cárcere houve salvação, o carcereiro e sua família foram salvos e batizados. Essa igreja era muito próxima de Paulo e preocupava- se com o sustento do apóstolo, enviando, por várias vezes, ofertas a ele.
Embora fosse uma boa igreja, havia problemas entre os irmãos. Paulo lhes escreveu: “Rogo a Evódia e rogo a Síntique pensem concordemente, no Senhor” (Fp 4:2). Essas duas irmãs eram cooperadoras preciosas de Paulo, mas entre elas havia um grave problema: não pensavam a mesma coisa. Talvez houvesse alguma disputa entre elas. Esse era o problema da igreja em Filipos. Vejamos se o problema da igreja em Filipos também não ocorre na igreja em nossa cidade. Caso haja algo desse tipo, precisamos orar ao Senhor e atentar ao rogo do apóstolo: “Pensem concordemente no Senhor”.